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[Livro] A Era do "Capitalismo de Vigilância", Os Riscos nas Redes Sociais

A Era do Capitalismo de Vigilância

Esta Obra-prima em termos de pensamento original e pesquisa, este livro A era do capitalismo de vigilância, de Shoshana Zuboff, apresenta ideias alarmantes sobre o fenômeno que ela nomeou capitalismo de vigilância.

Os riscos não poderiam ser maiores: uma arquitetura global de modificação comportamental ameaça impactar a humanidade no século XXI de forma tão radical quanto o capitalismo industrial desfigurou o mundo natural no século XX. Zuboff chama a atenção para as consequências das práticas de empresas de tecnologia sobre todos os setores da economia.

Um grande volume de riqueza e poder vem sendo acumulado em sinistros "mercados futuros comportamentais", nos quais os dados que deixamos nas redes são negociados sem o nosso consentimento e a produção de bens e serviços segue a lógica de novas "formas de modificação de comportamento".

A ameaça não é mais um estado totalitário simbolizado pelo Grande Irmão da literatura de George Orwell, mas uma arquitetura digital presente em todos os lugares, agindo em prol dos interesses do capital de vigilância.

Estamos diante da construção de uma forma de poder inédita, caracterizada por uma extrema concentração de conhecimento que não passa pela supervisão da democracia.

A análise perturbadora e embasada de Zuboff escancara as ameaças da sociedade do século XXI: vivemos em uma "colmeia" de conexão plena, que a todos seduz com a promessa de lucro máximo garantido, mesmo que à custa da democracia, da liberdade e do futuro da humanidade.

Enfrentando pouca resistência por parte da lei e da sociedade, o capitalismo de vigilância está em vias de dominar a ordem social e moldar o futuro digital ― se nós assim permitirmos.

O que é o capitalismo de vigilância?

O termo cunhado por Shoshana Zuboff refere-se à nova ordem econômica que reivindica a experiência humana como matéria-prima gratuita para práticas comerciais dissimuladas de extração, previsão e venda de comportamento. A estratégia de grandes empresas de tecnologia baseia-se na mineração e análise de nossas identidades e ações — muitas vezes sem nosso consentimento —, que são então sintetizadas em dados e usadas para prever nosso comportamento futuro. Essas informações são vendidas para outras empresas, para que estas possam oferecer bens e serviços direcionados ao nosso perfil, mas também moldar nosso comportamento, manipulando nossos desejos, necessidades e visão de mundo. Essa é a estratégia-padrão dos principais sites hoje, como Google, Facebook, Apple, Microsoft e Amazon.

Por que o capitalismo de vigilância ameaça democracias?

A estratégia não ficou limitada ao campo dos anúncios. Com o tempo ela se espalhou por todos os setores da sociedade e, hoje, os dados são usados em tentativas de moldar, entre outras coisas, os rumos políticos de nações e até do mundo inteiro. Esse foi o caso da empresa de marketing político Cambridge Analytica, que usou ilegalmente dados de milhões de perfis do Facebook para influenciar a eleição americana e o plebiscito do Brexit em 2016. A estratégia colocou em xeque a autonomia e a liberdade individual, fatores essenciais para a manutenção da democracia. Essas empresas sabem tudo sobre nós, mas temos apenas uma ínfima noção de quem elas são e como agem. Esse desequilíbrio de poder é uma ameaça para o futuro humano.

Origem

Os dados dos usuários já eram utilizados antes do capitalismo de vigilância, mas serviam principalmente para aprimorar a plataforma e melhorar a experiência futura do usuário. Mas, quando uma crise no Vale do Silício colocou o faturamento das corporações em risco no início dos anos 2000, o Google passou a usar as pegadas digitais dos usuários para criar e impulsionar sua plataforma de anúncios on-line. A estratégia alçou o Google ao patamar de segunda empresa mais lucrativa do mundo. Então os executivos descobriram que era possível utilizar as informações dos usuários para persuadi-los a comprar — e cobrar por isso. Dessa forma, ao utilizarmos a internet hoje, estamos alimentando uma máquina de extração de dados que, no fim, irá lucrar a partir de nossas experiências e desejos.

Sobre o Autor:

SHOSHANA ZUBOFF é professora emérita da Cadeira Charles Edward Wilson na Harvard Business School e ex-docente associada no Centro Berkman Klein para Internet e Sociedade na Escola de Direito de Harvard. Entrou para o corpo docente da Escola de Direito de Harvard em 1981, onde foi uma das primeiras mulheres contratadas como professora efetiva. Obteve o doutorado em psicologia social na Universidade de Harvard e o bacharelado em filosofia na Universidade de Chicago. Seu livro anterior, In the Age of the Smart Machine, foi descrito na primeira página do The New York Times Book Review como “uma obra de rara originalidade”. Tem sido colaboradora frequente do Frankfurter Allgemeine Zeitung, bem como colunista para a BusinessWeek.com. Seu artigo de 2015 sobre o capitalismo de vigilância “Big Other” recebeu o Prêmio de Melhor Artigo Científico da Conferência Internacional sobre Sistemas de Informação


Aonde eu encontro o Livro, A Era do Capitalismo de Vigilância?


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